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![]() June 29, 2007June 28, 2007June 26, 2007»
Eu e você temos hora para acordar. E não são mais as mesmas. Não mais acordarmos juntos, mesmo sem malícias. Eu não sei o que, realmente, acontece com você. Não sei dos detalhes (coisas que sempre e mais me importavam). Sabe, desculpa, mas não gosto de imaginar você rindo sem mim, mas quero que sejas feliz. Nem posso pensar de algum momento em que não estou presente em seus pensamentos, dando lugar ao futuro próximo (mas você precisa pensar nele). Ontem pensei em deixar de fazer a cozinha de casa como expliquei: paredes vermelhas, armário brancos, torneiras novas, bancada de granito preto e suas fotografias de saleiros decorando as partes lisas. Pensei em não fazê-la para poder ficar mais perto de você quase sem comer - se necessário. Mas a arquiteta já foi lá e cheguei na fase de me enraizar, investir no lar, no pão de cada dia, cada dia melhor. São tempos diferentes. Diferentes até no relógio: aí já é noite, os postes estão com luzes acesas e aqui ainda é dia e, com a saudade que não passa, nem o dia parece que vai passar. Só agora estou sentindo o seu desaparecimento, a sua ausência diária. Uma tortura em conta-gotas que vai dissipando as partes suas nas partes minhas. postado por claudia ( 2:41 PM) | escreva também (1)
June 25, 2007June 23, 2007June 20, 2007»
Acordo todas as manhãs com a cama, praticamente, arrumada. Não existe ninguém para rejeitar os lençóis. Agora eu lavo as embalagens de iogurte para colocar no lixo reciclado. (eu aprendi e, afinal, quero que meus filhos tenham um mundo tão bom quanto o nosso ). E saboreio todos eles antes de vencer a validade.Vou ao supermercado e esqueço de olhar os preços. Compro menos leite. Olho para as portas e não há, em nenhuma delas, toalhas secando pós-banho. Deixo quase todas as luzes de casa, apagadas. Ouço o ranger do armário que só eu abro e já não remeto o barulho a sua presença. Todas as roupas que sobraram estão dobradas dentro de uma única gaveta. As fotografias ainda estão lá - embora eu tivesse programado tirá-las para não olhar para nós todos os dias. Nunca mais a TV parou em um canal de futebol e o radinho de pilha está O caracol não está mais lá. Deve ter encontrado o seu caminho. No meu celular chegam mensagens, mas nunca são seus bom-dia. E-mail chega um por dia, contando algumas coisas e, em cada palavra, há um pouco de sofrimento. Tento não escrever ou responder, mas não consigo pois, como você mesmo diz: " você fuma suas tristezas". Não há mais valsas ou sambinhas em lugares inapropriados (os olhos do elevador não sorriem mais). Quase não falo. E os gatos acham o silêncio estranho (apenas penso). Não, eu não sinto frio - coloquei um cobertor a mais na cama e ligo o Todos os bilhetes estão guardados - e não quero lembrar onde - mas tem Amanhã posso acordar melhor. Acordar para outra coisa. Ou reacordar para você. Mas se isso acontecer, amanhã eu escreverei outra carta. Talvez.
postado por claudia ( 6:52 PM) | escreva também (2)
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Contém: - lembranças postado por claudia ( 1:41 PM) | escreva também (0)
June 18, 2007»
Ninguém mandou aceitar postado por claudia ( 4:49 PM) | escreva também (0)
June 1, 2007»Distraio a distância prevista Não encontro outra solução postado por claudia (12:24 PM) | escreva também (0)
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