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![]() September 28, 2005»
Quando o teu amor vai postado por claudia (12:51 PM) | escreva também (3)
September 27, 2005»
No meu pensamento te espio. E em cada gesto lembrado postado por claudia ( 3:13 PM) | escreva também (0)
September 26, 2005»
postado por claudia ( 5:26 PM) | escreva também (2)
» bola no pé e no coraçãoPassei praticamente os dois dias de descanso da semana acompanhando futebol. Mas ao contrário do que muita gente pensa, isso não é sacrifício algum. Cresci vendo o meu pai diante da TV com os pés em cima de um puff diante de qualquer jogo e quando o time era o Inter, o ambiente ficava tenso. Depois que eu cresci, fui a alguns jogos no estádio, pra acompanhar uma outra família fanática e, confesso, a família era fanática pelo outro time. Meu pai não ficou chateado porque sabia que eu ia pra ver como era. Pra ver as pessoas xingando, perdendo a compostura e até puxando briga. Mesmo com tanta perda de controle do torcedor, eu nunca odiei futebol. Acho um fenômemo que merece bons olhares, assim como o carnaval do Rio de Janeiro. Esses dois "eventos" eu chamo de grandes fenômenos da massa brasileira. Mas voltemos ao fenômeno de um bando de homens correndo atrás de uma bola. Apesar de eu não ter nascido menino e nunca ter jogado nem futebol amador, o meu gosto pela coisa tem se intensificado. Claro, tendo o Inter como cliente, a coisa é mais do que necessária. Agora eu ando sempre conferindo a tabela do campeonato brasileiro e torcendo arduamente a cada jogo. Ontem mesmo me peguei gritando dentro de casa com os olhos pregados na TV vendo o Inter, abaixo de chuva, tentando fazer gol no Mineirão. Além disso, assisti a muitas partidas de Playstation: Juventus X vários times. Torcia também. Acho que virou força do hábito. E, por isso, no fim das contas, conquistei o título de namorada perfeita. Pra ver o que o futebol é capaz de fazer. postado por claudia (11:08 AM) | escreva também (0)
September 23, 2005» Daqui a alguns dias
Falta menos de uma semana para que eu encontre o autor desta dedicatória acima (e fora de foco) ou o autor do mútuo projeto P.O.A - O Dia das Horas Infinitas (quer saber mais? acesse aqui e procure pela cerejinha "Projeto P.O.A"). A inauguração será ao meio-dia com muito vinho chileno, na Casa de Cultura de El Bosque, em Santiago. Depois de muitos cálices, de conversar em portunhol e passar por apresentações necessárias e fotografias idem, provavelmente vou vagar pela cidade rodeada pelas incríveis cordilheiras cobertas pela neve (que eu acredito ser artificial). Provavelmente vou comprar muitos vinhos e lamentar não comprar algumas coisas que estarão fora do meu orçamento. Provavelmente vou fotografar muitas coisas, jantar em lugares diferentes, me atrapalhar com a língua e caminhar adoidada com minhas despreparadas botas. Provavelmente vou conhecer pessoas incríveis e outras, nem tanto. Provavelmente, um dia, eu vou querer ficar em silêncio e nos outros, vou querer trocar muito com quem vai estar ao meu lado. A única certeza será a minha realização de ver um projeto inédito que começou quase sem querer, acontecendo primeiro por lá, depois aqui em Porto Alegre e, provavelmente, logo após, em Berlim. Jorge Moraga e demais chilenos mutcho locos: me aguardem que eu já estou indo. postado por claudia (12:44 PM) | escreva também (1)
» 1/2 dia - parte II- Onde você esteve ontem? Ainda sentada no chão do cozinha, ouviu o telefone tocar. Deixou que a secretária eletrônica fizesse o seu trabalho. Ninguém deixou recado. Nenhuma palavra de saudade. Nenhum xingamento. Nenhuma respiração silenciosa. Nada. Quando percebeu, estava em posição fetal. E, ao lado dela, estava ele com a camisa, o sapato desconfortável, segurando com uma das mãos uma leiteira com um resto de leite misturado a um achocolatado qualquer. Ele ofereceu um gole, ela bebeu. Ele limpou o resto do achocolatado dos lábios dela com o punho da própria camisa. Em silêncio, foram até o quarto e sobre o edredon ficaram abraçados. Dormiram. E sonharam com alguma discussão imbecil sobre o que não havia acontecido. postado por claudia (10:52 AM) | escreva também (1)
September 22, 2005» 1/2 dia
Ela bebeu mais um gole de cerveja já sem espuma. E ficou olhando para o copo suado e lembrou do seu corpo suado daquele meio-dia. Ela tinha feito sexo. Puro. Animal. Havia traído todos os seus princípios. Não havia almoçado para ser comida por outro. Sim, ela tinha acabado com todos os seus discursos, tudo ficara, incrivelmente, falso. Enquanto pensava em falar a verdade, sentia-se excitada lembrando das pernas abertas, do salto alto roçando as costas do outro, do suor escorrendo pelo sutiã, dos gemidos, do desejo diante do perigo. Bebeu mais um gole de cerveja quente. Respirou fundo. Piscou vagarosamente e sentiu os cílios pesados ainda do acúmulo do dia de hoje e do anterior. Ele já havia dobrado as camisetas velhas, em silêncio. Agora começava a recolher as roupas dela: todas as calcinhas, as blusas cavadas, as saias rodadas. Ele não olhou-a mais nos olhos para não sentir outro algo estranho. Para que o mundo não desmoronasse. Ela ficou em silêncio, vendo aquelas mãos que ela ama tanto. Sentiu-se excitada outra vez ao lembrar delas tocando o seu eu entre as pernas. Com a boca entreaberta ainda da dúvida, ela fez alguma pergunta banal, encheu o copo de cerveja com água do tanque e largou ao lado do amaciante de roupas. Saiu sem olhar para trás e sentiu as mãos dele abraçando-a pelas costas. Assim como ela tinha feito: traído seu amor pelas costas. Mas ela não pensou nisso. E se pensou, conseguiu afastar o pensamento maldito. Foi tirando a roupa pelo caminho. Deitou sobre os lençóis e esperou que ele deitasse ao lado. Ele o fez. Ela beijou seus lábios como sempre e sentiu o nó da cabeça descer para a garganta. Ele chorou poucas lágrimas e olhou-a com gana. E ela viu que ele sabia de tudo. Mesmo assim, ele começou a acariciar mecha por mecha dos cabelos sujos dela daquele dia. E continuou olhando-a no escuro, até poder dizer que a amava. Que não importava aquele dia. Que esqueceria. Que nada havia acontecido. Como se aquelas palavras fossem uma canção de ninar, ela dormiu. E acordou em um outro e comum meio-dia. Como sempre, cheio de traições. postado por claudia (11:43 AM) | escreva também (2)
September 21, 2005»
Coisas que crescem sós postado por claudia ( 5:55 PM) | escreva também (0)
September 17, 2005»
Quase choro de paixão. A TV desliga sozinha O ar lá fora tão frio Glória ao pai Amém. postado por claudia (12:15 AM) | escreva também (1)
September 16, 2005»
Ah, se eu soubesse falar postado por claudia (10:47 PM) | escreva também (0)
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O fim acontece no meio Desfaço os frágeis laços Inicio mais um dia a procura E os meios ficam escassos postado por claudia ( 3:19 PM) | escreva também (1)
September 15, 2005» constatação 2A mentira alheia dói em nós porque, um dia, postado por claudia ( 6:04 PM) | escreva também (0)
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Corações podem ser comprados postado por claudia ( 5:18 PM) | escreva também (0)
September 14, 2005» através dele
Através do espelho eu vejo postado por claudia ( 2:36 PM) | escreva também (0)
September 13, 2005» constataçãoNossos poemas gozam juntos há muito tempo postado por claudia ( 4:44 PM) | escreva também (0)
» manhãHoje acordei dona de sonhos alheios. postado por claudia (12:25 PM) | escreva também (2)
September 12, 2005» gérbera
Uma flor é roubada postado por claudia ( 3:03 PM) | escreva também (0)
September 10, 2005» sexoSexo Sexo Sexo Sexo Sexo Sexo postado por claudia ( 8:11 PM) | escreva também (2)
September 9, 2005» amores todosAmores que esperam Amores que lembram Amores simples que completam Amores que valem Amores que sugam Amores de verdade De todo jeito postado por claudia ( 3:07 PM) | escreva também (2)
September 6, 2005» hojeMinha cabeça está um turbilhão (queria eu que este turbilhão fosse de idéias geniais). postado por claudia ( 5:20 PM) | escreva também (0)
September 5, 2005» mais um trecho da vida"Paixão é fogo de palha" foi o que ele disse sentado diante de mim, no restaurante. "Não estou apaixonado por você, porque paixão acaba e o que eu sinto por você não vai acabar." Ele continuou falando mais ou menos isso logo depois. E eu senti uma paz estranha que deve ser o que sente a velhinha que está a mais de 50 anos ao lado daquele homem que ela escolheu um dia, ou que não resistiu aos encantos, ou que cedeu seu coração, corpo e alma por insistência. Mas que, por sorte ou pelo destino, ainda vive uma história linda e verdadeira. Quebrei o silêncio tocando a minha taça e bebendo o vinho. E tudo, incrivelmente, parecia ter mudado de sabor. postado por claudia ( 6:14 PM) | escreva também (0)
September 2, 2005» agosto, depois setembroHá 2 dias que o mês fatídico se foi. Apesar de eu ter vivido alegrias, ele me fez passar por momentos bizarros. Bizarros é a palavra certa. Mas como tudo na vida é um teste, como diria o Leo Lage , aceito todas as provações. E quando saio praticamente ilesa, fico um tanto satisfeita. ps.: Hoje nasceu a minha irmã mais velha. Mas isso foi há alguns anos atrás. Abaixo, uma fotinho do dia do casamento dela como homenagem (era o que eu tinha).
postado por claudia (11:28 AM) | escreva também (0)
September 1, 2005» hojeHoje o dia amanheceu chuvoso outra vez. Mas dentro de mim tinha sol. E ainda tem. postado por claudia (12:57 PM) | escreva também (0)
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