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![]() August 31, 2005» águas
O dia começou chuvoso. Chove lá fora aos cântaros, chove aqui dentro de um jeito silencioso, reaparecem as trovoadas de uma tempestade que parecia ter passado. Todas as roupas estendidas ficaram molhadas outra vez e um relâmpago não antecedeu o barulho dos céus que vem depois. Então chorei em segredo pelos cansaços de nadar na enchente imaginária da vida. Existem mil explicações para estas tormentas, mas a previsão do tempo sempre erra e tenho medo de errar também. Não é possível prever o tempo, a quantidade de chuva e se vai ter sol para sempre. Quando o sol vem eu me seco de todas as angústias, estendo os lençóis da noite passada para ter outra completamente nova, sem os sonhos antigos guardados no quarto. Cada gota de chuva que ouço agora me faz pensar em cada pergunta sem resposta e algumas me causam uma sensação terrível feito os pingos da torneira vazando da pia, feito a contínua dor da água que se esfacela quando atravessa o vento e cai no chão sujo da rua. Águas passadas, águas que se vão e se evaporam e que insistem em voltar em forma de nuvens negras. Tento cobrir as goteiras com minhas mãos e elas murcham e tenho medo de que morram secas na saudade de passá-las pelas costas, pelo rosto, por outro par de mãos. Preciso de baldes, de cimento, de algum guarda-chuva azul. Mas tenho apenas uma destas coisas. Então eu salto pelas poças d’água, aceito o respingar da chuva alheia, tento me secar como posso e fico úmida pelo ar. E fico úmida. Úmida. postado por claudia ( 3:19 PM) | escreva também (1)
August 30, 2005» ...
postado por claudia (11:49 AM) | escreva também (0)
August 29, 2005» quem seria o diretor do filme da sua vida?Obviamente, o meu seria dirigido por Woody Allen. postado por claudia ( 7:18 PM) | escreva também (0)
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Achei que você quisesse um filho (dez 2004) postado por claudia ( 7:11 PM) | escreva também (0)
August 26, 2005» ah, quanta saudadeAh, quanta saudade do seu amor. Ah, quanta saudade desse amor postado por claudia ( 3:19 PM) | escreva também (0)
August 25, 2005» um daqueles que eu queria ter feitoFilmaço com superprodução. E pensar que, dificilmente, terei um briefing desses em mãos com a referida verba. postado por claudia (10:58 AM) | escreva também (0)
August 24, 2005» só pra registrarHoje estou sentindo o mesmo de ontem. Em proporções menores devido a anestesia. postado por claudia ( 5:26 PM) | escreva também (0)
August 23, 2005» prato feitoVocê já se sentiu de mãos amarradas? Junte tudo isso e ponha num liquidificador. postado por claudia ( 2:27 PM) | escreva também (0)
August 22, 2005» pequenos diálogos com senso de amor
postado por claudia ( 2:30 PM) | escreva também (0)
August 19, 2005» do baú - parte 2
A mesma festa do post abaixo: Profissionais do Ano da Rede Globo em Curitiba. postado por claudia (12:28 PM) | escreva também (0)
» do baú
Um Profissionais do Ano qualquer. Este foi em Curitiba. E faz um bom tempinho. postado por claudia (12:22 PM) | escreva também (0)
August 18, 2005» passa, passará
(O passado foi feito postado por claudia ( 3:37 PM) | escreva também (0)
August 17, 2005» um instante
Parada de lotação. postado por claudia ( 6:46 PM) | escreva também (2)
»Belas noites postado por claudia (11:03 AM) | escreva também (0)
August 15, 2005» trechos da vida(...) postado por claudia ( 5:25 PM) | escreva também (0)
August 12, 2005» lulas, valérios, dudas e mais uma penca de genteEu nem vou escrever sobre o que anda acontecendo. Até porque alguém já escreveu, exatamente, o que eu escreveria. E eu não costumo "chupar' texto de ninguém. postado por claudia ( 7:43 PM) | escreva também (0)
» atenções
postado por claudia (12:21 PM) | escreva também (0)
August 11, 2005»
Hoje estou completamente apavorada com tudo. Com as coisas boas, as ruins e as coincidências bizarras. Anteontem vi você três vezes na rua: mesmo cabelo, mesmo jeito de andar e até o seu cheiro eu pude sentir. Em uma das vezes saí correndo feito uma louca pensando que você poderia ter feito a agradável surpresa: chegar sem avisar. Abordei o outro você que me olhou nos olhos com o mesmo olhar que você tem e eu só vi que não era você quando ouvi a voz não sua. Ontem eu tive insônia e, no exato momento em que abri meus olhos, vi uma mensagem sua chegar atrasada no celular e, quando a li, eu previ palavra por palavra, como se eu mesma tivesse escrito cada linha. Hoje eu fui sair do hotel pensando em comprar alguma coisa para enviar a você e, simplesmente, não encontrei a chave da porta: tive que chamar a portaria que não encontrava a cópia – a única cópia desaparecida era a minha. Fiquei trancada por duas horas: o exato tempo em que se podia comprar alguma coisa por perto antes que as lojas fechassem e o correio também. Não sei o que está acontecendo, parece um pesadelo em que não me sinto mal ou um sonho sem sentido algum. Um caminho que mudou de direção. Um destino alterado por alguma força alheia. Você sabe, querido, que eu não acredito nestas coisas. Mas tais coisas estão mexendo com algo em mim. Sinto-me sangrando sem dor, perdida por ruas que conheço desde criança, tentando entender o que eu mesma escrevi um dia. Ainda não desfiz minhas malas e não consigo aceitar o fato de ficar um bom tempo sem meus quadros, minha cama, minhas cortinas, minhas luminárias e lençóis pintados por nós. Sinto falta do meu lugar, aquele que eu tinha ao seu lado. Venha logo para que eu não parta. Não parta o meu coração de vez (mais uma coincidência que vem se repetindo pela minha vida inteira). postado por claudia ( 3:00 PM) | escreva também (0)
» maldiçãoTalvez a TPM tenha uma versão TDM. E é tão terrível que a vontade de mandar o mundo calar a boca é quase incontrolável. Isso que eu estou numa fase, digamos, boa. Coisas estranhas, bizarras e inesperadas têm acontecido, mas posso dizer que a fase é boa. Fora a TDM deste momento, claro. Na próxima encarnação preciso nascer homem. Sem dúvida. postado por claudia (12:42 PM) | escreva também (0)
August 10, 2005» profissionais do anoFoi ontem o jantar, ou melhor: as ervilhas e brócolis sem gosto, o arroz tipo pasta e a lasca de maminha sabor sangue. Tão fatal quanto o cardápio foi o champanhe nas mãos dos garçons que foram com a minha cara. Obrigada, rapazes, pela sequela matinal. Estou bêbada até agora. Pobre pauta. postado por claudia (12:33 PM) | escreva também (0)
August 9, 2005»
Cada dia eu olho para um dos postais que foram devolvidos, pois o endereço era desconhecido. Tanto quanto você me parece desconhecido, às vezes. E sim, eu reconheço as minhas loucuras como fazer estas coisas e as alimento sempre que lembro de você. Porque lembranças não podem ser esquecidas, sentimentos têm que ser distribuídos ao vento e seres como você, precisam ser imortalizados. Nem que seja em pequenos pedaços de papel, em envelopes amassados e em canetas que se cansam até perder a tinta. Espero que, um dia, você goste de receber esta caixa. Também espero que não chore. E que não se arrependa de não ter me buscado no dia em que fugi. Com um amor que nunca mostrei, postado por claudia (12:13 PM) | escreva também (0)
August 8, 2005» nojoDevem usar em seus automóveis a película de controle solar, mais conhecida como Insulfim, pessoas que vivem em cidades onde faz um calor dos diabos, mulheres que têm medo de assalto porque são mulheres, homens que têm medo de assalto porque têm medo de assalto e, principalmente, homens e mulheres que dirigem TIRANDO TATU DO NARIZ. postado por claudia ( 3:46 PM) | escreva também (0)
» a carta
Querido, Neste dias de distâncias irreais, escrevi correspondências fictícias a você. Fingi que estavas longe de mim e inventei sensações, imaginei discórdias e tentei viver uma intensidade maior de tudo. E consegui. Foi como criar um amor – senti-me Deus. Tenho todos os postais, bilhetes e cartas guardados em uma gaveta. Toda a vez que eu for abri-la vou viver a dor de estar amando. Porque dói. Amar dói tanto quanto romper. Amar dói tanto quando não ter. Amar, dentro de mim, é uma espada constante em meu peito. Por isso só quero viver isso de vez em quando, para que um buraco não se abra rompendo o meu eu. Por isso só vou viver isso quando for aberta a gaveta para tirar dali essa sensação de quase morrer. Por isso, querido, vou chavear esta gaveta e dar a chave a você: aquele que vai decidir quando meu peito deve se entorpecer de facadas, socos, taquicardias, medos e fins. Com loucura e um sorriso, postado por claudia (12:04 PM) | escreva também (0)
» uma pequena pausa nas correspondências fictícias
postado por claudia (12:29 AM) | escreva também (0)
August 7, 2005»
Porto Alegre, dia de hoje, este ano. Preciso confessar que não acredito, realmente, em você. Não totalmente. Desconfio do seu jeito fácil e corajoso de ser o que é. Penso que você vai bater (ou já pode ter batido por esses lados em que você está) na porta de outra e me fazer bater a minha porta na sua cara. Sendo assim, sinto-me menina. Menina que acabou de descobrir coisas que já descobri há tempos: que nada é perfeito, que nem todos são corretos e que até eu tenho coragem de cometer faltas, loucuras e fugas. E, por isso, fico chorando por qualquer coisinha e sorrindo, ao mesmo tempo, em que lembro de momentos nossos. Momentos tão simples (o oposto de meus descréditos em você) que ainda rondam meu sono, meu despertar, minhas horas vazias. Hoje chove lá fora, está frio e ainda preciso colocar no lixo todos os bilhetes que você deixou. Eles já estão mortos e sinto-me viva – não quero que nada me faça morrer outra vez. Sim, talvez o nosso amor morra (eu tento matá-lo a cada dia que acordo quando sinto meu coração me entorpecer de taquicardias infantis). Ontem fui convidada para uma festa: não fui. Não senti vontade e isso me assustou. Durante o dia recebi mensagens no celular e não eram suas. As mensagens lotaram minha caixa de entrada e eu me senti sem saída. Tentei deletá-las todas e não me contive em guardar algumas poucas. E muitas daquelas suas antigas e tão doces que insistem em ficar gravadas, inclusive, em meu pensamento. Não tenho a mínima idéia de quando você vai voltar. Parece que muito tempo se passou e fiquei todo este tempo esperando. Não quero ter a mínima idéia de como vai ser quando você me reencontrar com minhas rugas a mais, meu cabelo mais comprido, minha pele mais vivida. Não tenho idéia se você vai voltar o mesmo. Se você vai olhar pra mim e me abraçar com gana como todas as outras vezes. Talvez até você volte com outro alguém fazendo-me arrepender de ter dito tantos nãos a outros tantos. De ter ficado tanto tempo sem olhar para o lado, sem perceber os olhares, os desejos alheios. Já estou perdida no tempo do tempo. Completamente saudosa daquela outra que fui: segura, íntegra, única. Eu tinha feito a promessa de que não mais amaria um improvável futuro e não a cumpri. Agora estou aqui, escrevendo para quem devo arrancar de dentro de mim com todas as suas raízes. Mas logo vou embarcar para longe, longe de nós. E rezo que você não volte antes. Não sei mais o que escrever e como mais posso descrever tanta dor incerta. postado por claudia ( 4:14 PM) | escreva também (0)
August 6, 2005August 5, 2005August 4, 2005» se não voltarSe, por acaso, você não voltar Eu vou sofrer só um pouquinho. Se, por acaso, você não voltar postado por claudia (10:47 AM) | escreva também (1)
August 3, 2005» jantaresApesar de não ter no sangue o talento gourmet, eu gosto de cozinhar. Fazer coisas rápidas, claro. Não ouso fritar bifes, nem fazer pratos que levem mais de 30 minutos para ficarem prontos. Mas em compensação, adoro fazer pequenas delícias que nem sempre ficam deliciosíssimas. Ah, contanto que alguém lave a louça depois, óbvio. É que eu eu prezo muito as unhas que faço semanalmente. E ontem foi uma noite dessas. No cardápio: saborosas beringelas gratinadas ao azeite de oliva com queijo branco e tomates, batatas cozidas na pimenta, mini pedaços de frango e frescas rúculas com um leve toque de patata palha. Ah, como eu amo estas frescuras de cardápios: "saborosas", "frescas", "leve toque". Tudo balela.
postado por claudia ( 7:51 PM) | escreva também (0)
» mau amorDesculpa meu mau humor postado por claudia (11:53 AM) | escreva também (0)
August 2, 2005» certeza
Estiquei o braço e encontrei o travesseiro vazio Hoje acordei com a certeza Os lençóis estavam quentes Hoje acordei com a certeza E embora eu sentisse a ausência física do teu corpo (escrito em novembro/04) postado por claudia ( 6:41 PM) | escreva também (0)
» minha vez
O culpado: 3º a 30º em Porto Alegre. postado por claudia ( 3:28 PM) | escreva também (0)
August 1, 2005» amor, acabouMais um amor se acabou. (escrita há, mais ou menos, um mês) postado por claudia ( 3:13 AM) | escreva também (0)
» estranhezasEstranhezas desde que acordei. Acho que vou acabar fugindo de mim. postado por claudia ( 1:36 AM) | escreva também (0)
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