July 29, 2005

» ah, como é bom...


Ah, como é bom resolver um problema (dos grandes) de um cliente.
Sim, acho que o que estou sentindo agora chama-se satisfação.

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» saudade destas especialidades - parte II

os 3.jpg

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» anjos


E foi assim
que você pousou em mim:
asas brancas
corpo nu
caracóis nos cabelos febris
e me fez doer a vida
quase sem sexo.
Nos amamos
como se fôssemos terrenos
sobre a água do mar.
E foi assim
que aprendi a amar.

(escrito em janeiro)

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July 28, 2005

» tempo: pare

Que o tempo pare
para eu ler muito mais poesias suas
e escrever mais poesias minhas.

Que ele pare para que eu não fique sozinha.

Que pare o tempo
mas não pare a transição da noite para o dia.

Quero da noite para o dia que o tempo pare
e apare o que de mal aconteceu.

Que o tempo pare
para que eu olhe para mim
e saiba quem, afinal, sou eu.

Que o tempo pare no infinito
que pare no tempo
que pare assim como eu páro no sinal vermelho.

Pare o tempo:
te peço de joelhos.

(escrita em um mês qualquer de 2004)

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» redescobrindo los hermanos

Ah, como eu amo as letras.
Ah, como eu amo o Marcelo Camelo.
Ah, como eu amo este site onde eu ouço tudo.

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July 26, 2005

» sono meu


O meu sono é meu.
É quando o meu inconsciente pensa
meu coração bate como deseja
meus olhos só vêem o que ficou dentro de mim.
Meu sono é música silenciosa
é espirito viajando grátis
é o meu carro passando pelo sinal fechado
e estacionando no futuro
ou no passado.
Meu sono é inteligência
é combustível para o outro dia
é poema visual
que vira letra ou melodia.
Meu sono tem rima ou não
tem rua deserta, visita extraterrestre
amores malucos, trem com apito
no meu céu, avião.

Meu sono.
Que ninguém o perturbe
senão eu morro
dormindo.

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» saudade destas especialidades

lola,marcia,eu,gabi.jpg

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» 3 linhas

Se você resolver fugir desta vez
me avise antes
que eu arrumo as nossas malas.

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» diretamente escrito exatamente agora


Tenho tantos
tenho poucos
quase nada.
Meu coração é repartido
e o cérebro pensa
multiplicado.
Tenho incertezas
vejo o certo
faço o errado.
Olho para frente
para cima
e para o lado.
Tenho medo da fuga
tão minha
então não penso
e me alucina.
Revivo
vivo
e reviro
tudo o que há
pelo lado de dentro
e pelo lado de fora
respiro mais ar.
A cada momento
tudo acontece
nada demora.
Um copo velho de vinho
me faz sentir bem fundo.
Ao som do silêncio
que é só meu
tudo se reinventa
num segundo.


postado por claudia (11:00 PM) | escreva também (1)

» trecho II

(...)Um segredo calmo se hospeda no peito e sirvo um café da manhã imaginário a cada despertar. Desperto e cozinho delícias em pensamento
todas as noites. Acendo velas dentro de mim. E desacredito em todas a teorias que escrevia em futuros livros da vida.(...)

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» para colorir

quadros brancos.jpg

postado por claudia ( 7:46 PM) | escreva também (0)

» trecho


(...)A vontade destruidora de dormir entre abraços sutis, ouvindo as respirações altas e instantâneas, de ficar ali durante os sonhos e pesadelos e insônias me faz perceber que eu não mais sabia sobre meus reais desejos. Todos os sons noturnos eu consigo suportar. Da gota d’água do ar-condicionado aos movimentos que fazem da cama um mar revolto. E consigo suportar sem esforços. E com paciência. E com a mais plena satisfação em todos os pequenos afogamentos. (...)

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July 25, 2005

» temperos

tempero.jpg

O Saulo já havia comentado e eu fui lá conferir.

O Tempero da Vida é pura poesia. É um filme com cheiro, cor, sentimentos singelos, atos singelos, ternura, paixão, saudade. Ele parece um misto de Cinema Paradiso e Como Água Para Chocolate com "fartas pitadas" de canela.

Saí do cinema louca para cozinhar e o fiz. Mesmo sem tantos temperos em casa, o simples jantar ficou uma delícia.

Uma delícia como a vida quando está bem temperada.

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July 22, 2005

» dias frios. dias doces

Em doces dias frios
lá fora é vazio
mas tudo quase é preenchido
intensamente por dentro
do corpo
da alma
do gosto
da calma.

Silêncio
riso
intenso
ouvido.

Enquanto o cinza
tenta encobrir a vida
os braços
se tornam abraços
e as feridas mantidas
se cansam
e curam.


Doces dias frios
de calor em segredo.

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July 21, 2005

» foundphotos

Minha mais nova terapia: ficar olhando fotos alheias.

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July 20, 2005

» águas

Já não tenho mágoas.
Foram-se embora nas águas
dos olhos
do cabelo molhado
das goteiras
do balde para as goteiras
do meu sexo
da torneira com a borracha gasta
da garrafa com gás
da poça
da louça
do vaso sanitário
e de flor.

Já não tenho mágoas
para vir o amor.

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July 19, 2005

» olli spy

olhos loucos do olli.jpg

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» silêncios

Quero ouvir o sopro do vento que não está
o som da banda que não vai passar.
As vozes belas da ópera que aqui não tem
dos trilhos e de um velho trem.
Quero ouvir o canto do pássaro extinto
dos meus mais duros instintos.
É por isso que só me restam silêncios.
Silêncios em meu pensamento descrito.

postado por claudia ( 2:32 PM) | escreva também (0)

» na boca


Um beijo
no sonho
de novo.
Um beijo
sem dono
beijo do povo.
Um beijo pálido
sem língua
ou um beijo que dá frio
na barriga.
Um beijo no canto
a perigo
um beijo que é encanto
bandido.

Um beijo como for.
um beijo.

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July 18, 2005

» talvezes

Talvez eu escreva
talvez eu acalme
talvez eu ajude
talvez eu iluda
talvez eu leia
talvez eu beije
talvez eu sorria
talvez não esqueça
talvez adormeça
talvez eu falte.
Talvez eu ame
talvez eu entenda
talvez eu perca
talvez eu fale
talvez, silencie
talvez eu gargalhe
talvez eu demore
talvez eu aprenda.
Talvez eu chore
talvez eu conquiste
talvez eu viaje
talvez eu volte
talvez eu cante
talvez eu durma
talvez eu acorde.


Talvez eu siga.

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» coisas boas da fallon

coelho.jpg
Título: Nada contra os coelhos. Mas alguém tem que vigiar as raposas.


Anúncio da Fallon para Carta Capital.
Sim, o redator e diretor de criação da peça é o Eugênio Mohallen.

postado por claudia ( 6:33 PM) | escreva também (2)

» mais dele

olliveto sentado + uma vez.jpg

Em homenagem ao que ouvi de amigos que odeiam gatos, mas conheceram o Olli: "esse é muito afudê."

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July 15, 2005

» barbie e bob ou ken, como preferir

Bob e Barbie.jpg
Encontrei nos baús da casa da minha mãe esta foto. Segundo ela, eu tinha uns 9,10 anos quando fazia estas coisas.

Sim, o enquadramento é exatamente este.

postado por claudia ( 7:22 PM) | escreva também (0)

» verde


Senti cheiro de grama hoje. E me deu vontade de deitar nela. Deitar no verde e ficar lembrando ou esquecendo.

Hoje seria um dia ótimo para reflexões.

verde-OK.jpg

postado por claudia ( 5:40 PM) | escreva também (0)

» eu

Eu me perco
me encontro
me acho.
Dou a volta por cima
dou a volta por baixo.
Fico sozinha e tão cheia de mim
e depois me esvazio, enfim.

E eu me acho
me perco
e me reencontro
no andar de cima
no andar de baixo.
Fico tão simples no mundo
me vejo complexa em um segundo.

E eu me desencontro
e me entendo
e me escondo.
Depois me exponho aos abraços
aos beijos por cima
aos desejos de baixo.


(poema recente, escrito em abril)

postado por claudia ( 4:47 PM) | escreva também (0)

» dívidas

Devo um telefonema a um desconhecido
devo dois Reais ao médico
devo uma campanha a um cliente médio
devo um sorriso a um mendigo.
Devo uns centavos ao flanelinha
(mas ele vai ter que morrer esperando).
Devo a mim ser mais solta em mim
devo ficar mais sozinha.
Devo concentração ao meu cérebro
talento ao teclado
sexo ao namorado.
Devo uma rodada de chopp a um amigo
devo um empurrão ao perigo
devo à Nossa Senhora uma oração
e a um amigo
uma canção.

Devo tanto
que já não sei mais não.

postado por claudia (10:39 AM) | escreva também (0)

» em branco


As minhas canetas sem carga
deixaram tudo em branco:
os bilhetes
as cartas
o papel da pipoca perdido no banco.

Só podiam ver o escrito
tocando os dedos.
(O afundar da ponta da caneta sem tinta
deixou escrito o que eu tinha a dizer:
todos os meus segredos.)

E a vida ficou em braile às avessas.

postado por claudia (10:36 AM) | escreva também (0)

July 14, 2005

» tua

Quero o que não pedi a Deus:
teu amor louco, o mar, uma ilha
um abajur desligado, uma filha.

Agora eu quero dizer tudo o que eu não sabia:
quero-me simples e tua.

postado por claudia ( 3:07 PM) | escreva também (0)

July 13, 2005

» para esclarecer o post "telefonema"

Condor.jpg

Matéria sobre o Projeto P.O.A em página central do jornal chileno-alemão O Condor.


ps1: Sim, sou eu na capa de P.O.A.

ps2: Sim, o projeto inédito no mundo vem sendo divulgado há tempos.

ps3: Sim, P.O.A virá ao Brasil com patrocínio da e21.

ps4: Sim, estou emocionada.

postado por claudia ( 6:04 PM) | escreva também (2)

July 12, 2005

» telefonema

- Alô?
-"Ms.Claudinha Schroeder", por favor.
- (risos) Fala, "Rôrge".
- Marque, please, em sua agenda: ExpoPOA em Santiago, "in" Chile, dia 20 de "septiembre". "Uno" mês. Vai até 20 de "octubro".
- (sorrisos infantis) Marcado.
- Very "coooool".

postado por claudia ( 3:20 PM) | escreva também (1)

» revelação tardia

Descobri que odeio música extremamente pop.

postado por claudia ( 2:53 PM) | escreva também (1)

July 11, 2005

» final(mente)


Seria simples
se final mente.
Mas a verdade insiste.
Pode ser diferente?

postado por claudia ( 7:28 PM) | escreva também (0)

» um pouco de valentina

valen no canto da sala.jpg

Esta foto está pronta pra levar um título no centro, um texto abaixo e um logo no cantinho.

postado por claudia ( 2:24 PM) | escreva também (0)

»

Romper não é fácil. Romper dói.
Romper dá um apertão no peito.
Romper estralhaça. Romper desagrada.

Mas nada que duas pessoas que têm bom humor não resolvam.

postado por claudia ( 1:03 PM) | escreva também (0)

July 8, 2005

» a pedido do pedro

Ele (Pedro, um dos meus duplas) também odeia quem não atualiza blogs. Mas como estou meio sem assunto e com a pauta que é um atentado a bomba, este é um post quase sem sentido.

Quase, porque esta visão desfocada tem bem a ver com o Pedro quando eu resolvo tomar UMA cerveja depois da agência.

Quase sempre acabo vendo tudo desse jeito depois.

vendo desfocado.JPG

postado por claudia ( 6:24 PM) | escreva também (3)

July 7, 2005

» terror e pânico

Costumo dizer que nasci no país errado. Mas quando vejo esse tipo de coisa, tento retirar, imediatamente, o que disse.

postado por claudia ( 9:21 PM) | escreva também (1)

» fantástica

A Fantástica Fábrica de Chocolate sempre foi um de meus preferidos filmes Sessão da Tarde. Comprei o DVD. Falo da versão original. Maravilhosa.

66459_6.jpg

falta pouco para a pré-estréia da nova versão achocolatada.
Irei, como diria o Menezes.

postado por claudia ( 6:07 PM) | escreva também (1)

» as perdas do tempo

Vivo perdendo o meu tempo
nas paradas de ônibus
nos aeroportos
nos portos
no engarrafamento da estrada.
Vivo perdendo o meu tempo
pensando sem falar
amando escondido
beijando sem vontade
escrevendo o que não vai ser publicado
dizendo o que não está sendo ouvido
arrumando a casa que ninguém visita
cuidando do corpo (idem às últimas três palavras acima).
Vivo perdendo meu tempo ajustando os relógios depois que falta luz
xingando o Cuco que não quer mais cantar
fazendo cálculos para entender o horário de verão
prestando a atenção nos segundos
sem fazer nada
apenas contando, contando, contando
o tempo
e o tempo da sua própria perda.
O tempo.
O tempo está mais perdido em mim
do que eu nele.

postado por claudia ( 9:00 AM) | escreva também (0)

July 6, 2005

» fui flagrada de novo

claudia.jpg

Segundo o autor, o nome da foto é "Claudia-reclusão".

postado por claudia ( 7:52 PM) | escreva também (0)

» o 2º anuário RS

Enfim saiu o 2º anuário de criação do RS. A idéia e a direção de arte do anuário foi da e21 (agência em que estou agora). Eles se basearam na campanha do Salão do referente ano. Aliás, fui uma das criadoras da campanha quando eu estava na DCS.

O "evento" (adoro essa palavra) do lançamento do esperado 2º registro da propaganda gaúcha foi no Planetário. Achei uma excelente idéia, ao menos, é nova. E tivemos direito de assistir a projeção das estrelas (das estrelas mesmo, além das "estrelinhas", claro) acompanhada de um belo texto.

Para beber tinha vinho branco e tinto, como não sou chique, fui no vinho branco. Para comer: nada. E é exatamente esta a armadilha que as pessoas acabam caindo. O povo sai da agência e vai direto para o "evento", sendo que a última refeição do povo foi ao meio-dia. Sim, isso signfica que quase todos ficaram bêbados, o que sempre é divertido, claro.

Mas eu não estava bêbada quando vi que uma(s) peça(s) que criei não levava(m) o meu nome. Mas tudo (acho) será resolvido. Se não for, vou tirar a peça do meu portfólio, porque sou meio neurótica e jamais quero que pensem que, algum dia, fui capaz de "roubar" o trabalho de alguém, embora eu tenha ouvido que foram vistos erros em nomes de pessoas e demais fichas incompletas.

Mas o fato é que o 2º anuário, finalmente, saiu. Ah, o 4º também. Porque não saiu o 3º? Bem, isso é outra história que ainda não foi bem contada.

Coisas do nosso mercado.


ourives.jpg
(Cartaz do Salão. Idéia base do 2º anuário que é todo em ouro líquido, em foto, claro.)

postado por claudia ( 6:16 PM) | escreva também (0)

July 5, 2005

» mais um "perde-se"

Perde-se
um brinco do par
meias usadas
perde-se a fala
o sonho
o pesar.

Perde-se de tudo um pouco
só para um outro alguém
encontrar.

postado por claudia ( 3:18 PM) | escreva também (2)

» todo dia


(escrito em Florianópolis/2004, durante a minha curta estada por lá)


Tenho chegado todo o santo dia
na casa que não é minha.
Abro a porta e olho o teto
protesto os mosquitos
uso o banheiro de porta aberta
da maneira mais honesta.
Ligo a TV que não pega bem
e que me deixa aflito.

Tomo um banho demorado
depois do dia cansado
vejo o político na televisão
depois de vestir meu pijama
passo creme Nívea nas mãos.
Calço as velhas Havaianas
esse chinelo-consenso
acendo um incenso
e desarrumo a enorme cama.

Estendo a toalha molhada
me afago em dois travesseiros
nos quais penso o dia inteiro
lembro da minha namorada.
Anoto os afazeres do outro dia
tento dormir até o amanhecer
mas algum sonho me importa
acordo e então reabro a porta
e começo tudo outra vez.

postado por claudia ( 3:07 PM) | escreva também (0)

July 4, 2005

» virtualices

Peguei uma carona virtual
avancei o sinal
quase fiquei a pé
tive que dar refresh
e deletar o ocorrido
(mas guardei cópia com senha
num software escondido).
Peguei uma carona virtual
com a foto da internet.
Cheguei em casa
pixelada,
mas acordei salva
na pasta do teu desk.


(poesia meramente engraçada. escrita em novembro de 2004)

postado por claudia (11:32 PM) | escreva também (0)

» riscos II

rosto.jpg

Quando criança eu adorava desenhar rostos. Mas é pela primeira vez que o faço no Photoshop.

postado por claudia (11:28 PM) | escreva também (0)

» riscos

poesia.jpg

segunda-feira/ 22:25/ momento Photoshop/ ferramenta primária/ sem pretensões

postado por claudia (11:21 PM) | escreva também (1)

» há tempos que eu não era flagrada

claudiaS.jpg

Essa foto foi tirada, sem que eu percebesse, lá num buteco da Vasco na sexta passada.

Por Carlo Vidor.

postado por claudia ( 7:54 PM) | escreva também (2)

» safari. vai entender...

Eu não entendo este programa. Eu atualizo esta página pelo Firefox. Aí eu entro nela e em todas as outras páginas pelo Safari (isso porque eu ouvi falar que o Firefox dá pau). Mas o fato é que demora pra aparecer a minha atualização. Hoje, por exemplo, eu ainda não consegui ver o post "Guerra dos Mundos" abaixo. E, provavelmente, só vou conseguir ver este post amanhã.

Já, no computador ao lado de um dos meus duplas (sim, eu tenho mais de uma dupla), a atualização aparece na hora.

A Carmela disse pra eu limpar o "cache", mas eu faço isso e fecho o programa e abro e fecho de novo e dou o empty outra vez e nada. Faço todas as tentativas e nada, nada, nada.

Alguém entendido nesta área, pode me explicar?

postado por claudia ( 7:46 PM) | escreva também (0)

» Guerra dos Mundos

Sábado eu acordei de bom humor. Tanto bom humor que não me irritei de verdade ao entrar na Vivo e ouvir que não é possível comprar e trocar de aparelho na loja quando a conta é empresarial. Eu estava tão de bom humor que eu entrei na Zoomp e comprei duas peças. Tão de bom humor que fui trocar um sapato na Paquetá do Iguatemi e ouvi a frase: "este sapato nós não recebemos. Deve ser um modelo que só vai para a loja do centro." - isso que o sapato era bonito. Eu estava tão, tão, tão de bom humor que comi um Mc Lanche Feliz só pra ganhar um gatinho feio de pelúcia e aceitei assistir Guerra dos Mundos.

Guerra dos Mundos é, claro, completamente Spielberg. Fiquei com as mãos suadas durante um bom temnpo - sim, o filme me deixou tensa. Mas é completamente uma bosta (inclusive, porque me deixou tensa). É daqueles filmes que quando acabam, um olha para a cara do outro sem ter o que dizer. Mas o que mais me intrigou, é que na noite de sábado para domingo eu sonhei com o filme o tempo todo. Eu fugia dos alienígenas com a minha família (inclusive meus gatos) de um lado para o outro e no fim me entreguei - resolvi relaxar com os entes queridos em uma bela pousada até que os terríveis alienígenas chegassem e nos matassem ou comessem ou tanto faz. Era, na minha opinião, o que deveria ter acontecido no filme.

Não suporto mais estes roteiros em que o mundo acaba, mas o mocinho acaba intacto, só com um arranhão no rosto e um sanguezinho escorrendo. Ninguém morre, a não ser os figurantes e coadjuvantes sem importância e as crianças nem chegam a ficar, realmente, traumatizadas. Sem contar o humor fora de hora que continua firme em todos os roteiros americanóides.

Mas nada disso me deixou de mau humor. Afinal, foi só mais um pesadelo americano.

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July 1, 2005

» bom para quem sabe usar

Tem gente que insiste em dizer que o Orkut é besteira. Que não dá em nada. Que é pura cassação e disputa pra ver quem é o mais popular.

Eu discordo de tudo isso por pura experiência.

Recentemente, pessoas que eu nem lembrava que existiam (por pura falta de memória minha) me redescobriram. Queridos colegas do início da faculdade, pessoas da minha cidade que eu só tinha visto quando crianças, leitores meus desde a época em que eu escrevia só crônicas, velhos amigos que conheci, por acaso, em situações e lugares que devo ter frequentado uma única vez na vida.

Exemplifico com o Vitor, um jornalista carioca que conheci num spa, numa época em que eu estava estressada e insistia que também estava gorda. Eu queria que o Vitor se apaixonasse pela minha charmosa mãe, mas ele preferia menininhas como eu era na época. Mas, no final das contas, ficamos apenas bons amigos ou melhor: grandes amigos.

Foi o Vitor que me convenceu a fazer terapia. Foi o Vitor que dizia para eu desligar o celular de vez em quando. Foi o Vitor que me fez ver pelo espelho que eu não era a imagem gorda que eu tinha na cabeça. Foi o Vitor que leu milhões das minhas lamúrias por e-mail e respondia até as mais idiotas bobagens com uma paciência de jó. Foi o Vitor que estava, praticamente, ao meu lado quando escrevi o meu primeiro livro (este, impublicável).

Certo dia o Vitor mudou de e-mail e eu também. Os e-mails que eu enviava para ele voltavam e, provavelmente, os que ele mandava pra mim se perdiam em um buraco negro.

Graças ao Orkut, o Vitor me achou. O Vitor e mais uma penca de gente legal que também se perde em buracos negros da nossa memória ou por lugares do mundo.

É o que eu sempre digo: sabendo usar, tudo é bom. Eu tive a sorte de ter esta habilidade com a invenção dos amigos em rede. E muitas outras pessoas também.

Que permaneça o Orkut para que belas pessoas permaneçam ou voltem para a nossa vida. Viva o Google.

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