April 29, 2005

»

almoço de despedida. um gole de cerveja e pronto: a pauta anda que é uma loucura.

postado por claudia ( 2:58 PM) | escreva também (1)

April 28, 2005

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Eu me emociono sim. Principalmente, quando chego em casa e me conecto em um site proibido onde trabalho e dou de cara com poemas lindos, com continuísmos (isso foi ótimo!) do que escrevi um dia, de ler tanto e tanto e tanto que parece que nem mais tempo tenho.

Sim, eu me emociono, quando dão uma continuidade assim,
no que escrevi no post logo abaixo deste.


então combinado
se um dia
te falto
à noite te calço
te cato
te assalto
te encontro
por alto
te pego
por baixo
sozinho
te calo
te engulo
te basto.

(Rodrigo Lodi)


Eu não conheço o cara pessoalmente, mas ele é melhor do que eu.
E se hoje eu tivesse uma agência, ele seria o primeiro atendimento - sim, ele é atendimento (ou mídia, ou poeta, ou criador, ou office-boy de palavras ou sócio) dela.

Êta pessoa sensível e inteligente essa!

postado por claudia (10:37 PM) | escreva também (2)

April 27, 2005

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Eu me perco
me encontro
me acho.
Dou a volta por cima
dou a volta por baixo.
Fico sozinha e tão cheia de mim
e depois me esvazio, enfim.
E eu me acho
me perco
e me reencontro
no andar de cima
no andar de baixo.
Fico tão simples no mundo
me vejo complexa em um segundo.
E eu me desencontro
e me entendo
e me escondo.
E depois me exponho aos abraços.
Aos beijos por cima
aos desejos de baixo.

postado por claudia ( 9:03 PM) | escreva também (1)

»

Eu não sou o que você vê.
Seus olhos cegos de mim
transformam um reles mortal
em artista de TV.

Eu não vejo a mesma imagem
que você diz estar no meu espelho.
Não sou sua, não sou linda
não uso batom vermelho.

Eu não me sinto assim, tão sorridente
porque eu choro dormindo
e acordo vazia
e assim passo o dia, simplesmente.

Ah, quem sou eu?
Que digam quem me fez
que falem meus gens borbulhantes
escondidos em meus órgãos,
sangue e tez.

Quem sou eu?

Que diga o homem que me ouve submersa em seu divã.
Que me digam antes
que eu morra em dúvidas
hoje, ontem
ou amanhã.

postado por claudia (12:49 PM) | escreva também (0)

April 25, 2005

» meu querido ibook: eu não queria a separação


Está difícil ter que abandonar o meu ibook. Os "informáticos" não conseguiram colocá-lo na rede da agência e estão com medo de mexer nele, afinal ele é meu e não da agência ou eles têm medo mesmo de Mac. Eu podia ficar com ele e enviar por e-mail, no fim do dia, os arquivos de trabalho para o estagiário colocar na rede, mas eu não sou daquelas que abusa de estagiário só porque é estagiário. Eu poderia dividir esta tarefa com o diretor de arte um dia, com o estagiário no outro, mas não sei se vale a pena a mão.
É que eu tenho pavor de PC e, sim, na agência é tudo PC.
Se, ao menos, os PCs fossem pretinhos e da DELL, com aquele sistema parecido com o sistema X da Apple..

Tá, eu sou chata sim.
E adoro coisas bonitas.
E sou apegada às minhas coisas.

postado por claudia ( 6:45 PM) | escreva também (0)

»

Dia desses comprei, bem feliz, o DVD Ed TV por 19,90 nas Americanas. Guardei para assistir no feriado, descansada. Para minha surpresa, a caixa que parecia lacrada estava VAZIA. Uma pequena abertura feita com estilete no plástico denunciava o furto (ou seria roubo?).

Foi puro azar. Naquele balaio desagradável na entrada da loja deveria ter mais uns 15 iguais. E fui escolher logo aquele.

Agora vocês entendem porque eu não salto de pára-quedas?

postado por claudia ( 4:40 PM) | escreva também (0)

» links = ........

Descobri que algumas pessoas não sabem que quando uma palavrinha aparece sublinhada com pontinhos aqui, é só clicar nela pra entrar em algum site. Trata-se de um LINK. Vou usar como exemplo, o site da Lis. Lá você encontra bolos maravilhosos para o Dia das Mães e para todos os outros dias.

[nada como aproveitar uma explicaçãozinha pra fazer propaganda da talentosa amiga.]

postado por claudia ( 4:30 PM) | escreva também (43)

April 24, 2005

» dívidas

Devo um telefonema a um desconhecido
devo dois Reais ao médico
devo uma campanha a um cliente médio
devo um sorriso a um mendigo.
Devo uns centavos ao flanelinha
(mas ele vai ter que morrer esperando).
Devo a mim ser mais solta
devo ficar mais sozinha.
Devo concentração ao meu cérebro
talento ao teclado
sexo ao namorado.
Devo uma rodada de chopp a um amigo
devo um empurrão ao perigo
devo à Nossa Senhora uma oração
e a um amigo
uma canção.

Devo tanto
que já não sei mais não.

postado por claudia ( 5:40 PM) | escreva também (0)

April 22, 2005

» ontem lá em casa

joao e eu deitados!.jpg

postado por claudia ( 7:50 PM) | escreva também (3)

»


A minha leitura preferida de manhã não é nenhum jornal em especial, nenhum site de notícias, nenhum livrinho de pensamentos do Dalai Lama.
Prefiro me divertir pouco antes do dia começar, ou ler algo inteligente. Por isso, uma delas é esta daqui.

postado por claudia ( 7:48 PM) | escreva também (0)

» crianças e filhotes

Quando eu tinha pouco menos de 13 anos e resolvi fazer magistério, eu não pensei no medo terrível que eu sentia de criança. Eu achava as crianças cruéis (e eu não estava errada, mas eu ainda não sabia o significado real da palavra cruel), metidas e corajosas demais para me envolver com elas. Eu era tímida e desajeitada com estes objetos frágeis que se movimentam involuntariamente. Sentia um medo terrível de que as crianças olhassem para mim e começassem a chorar e, até hoje, mesmo com tanto tempo de análise, eu não descobri de onde veio a tal paranóia. Mas eu não estava fazendo magistério para me dedicar à educação infantil. Eu já sabia que eu queria Publicidade e Propaganda e que o vestibular para o curso tinha peso maior em literatura, português, história, geografia e redação e, no magistério, se tem o mínimo de matemática, física e química – coisas que abomino até hoje. Mas isso é outra história, voltemos às crianças.
Pois eu não tinha medo de gatos, os animais de estimação vistos como traiçoeiros, mas tinha medo de criança. E das pequenas, médias e grandes. Tive um amiguinho cruel que colocou o meu gato angorá na privada do banheiro da empregada depois de lindamente defecar ali dentro. Claro que ele não esqueceu de puxar a descarga. Mas o bichano não foi sugado, graças a Deus. Mesmo assim, chorei por dias porque sempre lembrava do meu gato cinza e branco em um tom marrom, tremendo de frio e miando de desespero. Sim, as crianças médias e grandes são cruéis, mas as pequenas apenas são frágeis e requerem cuidados. Cresci pensando “não tenho jeito com criança”, “não sei segurar uma criança no colo”, “nunca vou distinguir um choro de fome de um choro de frio ou de dor”. Confesso que, às vezes, ainda penso que sou uma ignorante no assunto, mesmo tendo contato com o João Antônio, meu fofo, lindo e inteligente afilhado. Não é porque eu sou madrinha dele (num convite aceito depois da primeira madrinha escolhida ter demonstrado uma certa indiferença com o fato) que eu vou elogiar cegamente o bebê. Pela primeira vez que o vi, quase recém nascido, eu não consegui dizer ”como ele é lindo” e, claro que nem tentei pegá-lo no colo: eu tinha certeza de que eu ia desnucar a criança ou arrancar um bracinho fora. Com o tempo, João Antônio virou outra criança; a sua cabeça não mais pendia para qualquer lado e ele começava a ficar parecido com a mãe. Ufa! Não que o pai seja feio, é que a mãe é bonita demais para um filho não ter como herança aqueles gens. No decorrer, convivi um pouco com a família, pois ele passava do primeiro mês para o segundo bem na época em que eu morava temporariamente em Florianópolis (terra dele) para trabalhar na OneWG. Eu mal tocava na criança, ficava insegura, mesmo que a mãe dissesse que a “a Dinda consegue pegar, sim”. E, de repente, eu estava com ele no colo, segurando a cabecinha e vendo ele sorrir pra mim, o que me fez sentir uma sensação de “eu faço parte desta nova vida”. E eu voltei a Porto Alegre, o tempo foi passando para mim e para o João Antônio também. E, quando tinha tempo mas não tinha dinheiro, infelizmente, eu passava pelas vitrines de lojas infantis e tinha vontade de comprar tudo pra ele, mas tinha medo de escolher um tecido que dá alergia, um tamanho errado de uma blusinha ou um brinquedo perigoso para uma criança com apenas alguns meses. E, de vez em quando, me pegava com uma dor quase escondida de saudade e vontade de acordar e ver o pequeno todos os dias, acompanhar suas mudanças de perto e fazê-lo rir espontaneamente outras vezes. Eu podia vê-lo pelas fotografias enviadas por e-mail e não o reconhecia: este não é o João Antônio. Ele estava muito mais lindo, com os olhos mais claros, com um cabelo dourado e uma risada que exibia alguns dentinhos – isso que ele nem chegou ainda ao primeiro ano de vida. Tentei, muitas vezes, passar algum feriado em Florianópolis e nunca dava por uma coisa ou outra. Os presentes se acumulavam e resolvi enviar pelo correio um kit com 1) 01 camisetinha alguns números maior porque ouço falar e também vejo o quanto essas crianças crescem de um dia para o outro, 2) um bicho de pelúcia, afinal pelúcia não machuca criança alguma 3) um DVD do Peter Pan pra ele conhecer a Terra do Nunca, a Sininho e o Capitão Gancho depois de crescer mais um pouquinho. Não enviei tudo para poder presenteá-lo ao vivo na crença de que eu logo, logo viria o meu fofo. Pois esse dia chegou: e foi HOJE. Passei o dia com o João Antônio sem medo algum de segurar esse meninão de 9 meses e 11 quilos. Sem medo de que ele chorasse porque o meu instinto feminino dizia a mim que aquele bebê não choraria sem motivo. Sem medo de não fazê-lo sorrir, porque isso foi a primeira coisa que aconteceu quando eu olhei nos olhinhos dele. Sem medo algum de não entender o que ele estaria sentindo a hora que fosse. Sem medo porque a mãe, claro, estava sempre junto, até porque a mãe que ele tem é de uma dedicação incrível. Mas não posso esconder que tive muito medo quando, aos meus cuidados, enquanto a mãe amassava bananinha na cozinha, João Antônio, literalmente, rindo muito, fugiu de meus braços segurando um aparelho celular e rolou na cama feito o Jack-Jack e caiu no chão feito uma almofadinha, enquanto eu parecia me movimentar em slow motion tentando evitar aquilo. Minhas pernas e braços tremeram quando ele me olhou sério e esperou uns 5 segundos para começar a chorar. Mas eu tinha que pensar que não era o seu primeiro tombo, que ontem mesmo ele também caiu da cama quando estava aos cuidados da avó, acompanhada da tia. Eu tinha que pensar que criança cai e se machuca e se quebra e chora por horas. E o João chorou uns 5 minutos com pequenas pausas e teve só uma vermelhidãozinha na testa. Enfim, acho que perdi o medo de criança. Ao menos o medo de saber segurar um corpinho pequeno, fazê-lo se divertir, mesmo com uma ou outra escapulida rumo ao chão. Mas confesso que, depois do dia de hoje, ainda penso que meus gatos são os filhos ideais neste momento da minha vida. Ter uma criança em casa dá um trabalho e uma canseira (mesmo promovendo muita alegria) que só de pensar em um dia atrás do outro sozinha pra cuidar de um bebê me dá um pavor. Ainda quero muito ter filhos, mas como diz a mãe do João Antônio: “não se pode demorar muito porque, com a idade, a paciência diminui”, não sei se a maternidade vai fazer parte de mim. Não que eu já esteja muito velha pra isso, mas nunca fui muito paciente com ninguém e hoje, por azar, estou na TPM. Pra não pensar que nunca serei mãe, eu vou acreditar que o meu pavor aconteceu porque estou na TPM. Agora só falta paciência no cérebro. E uma restante estabilidade que não enxergo neste momento.
Enfim, este texto está longo demais e os meus gatos estão tocando suas patinhas em mim pra pedir carinho. E estes meus filhotes lindos e fofos merecem.

(Veja João Antônio abaixo. E mais abaixo, você encontra os meus filhotes que são felinos, ao menos, até agora.)

postado por claudia (12:40 AM) | escreva também (0)

April 21, 2005

» talvez, um dia, quem sabe, eu faça um igualzinho

j P&B.JPG
Sou madrinha do João Antônio, este bebê lindo, filho de uma grande, enorme, gigante amiga.

postado por claudia ( 6:55 PM) | escreva também (0)

April 20, 2005

» desejo ou "revolta: desejo-te"

Desejo que o seu beijo seja ácido
que a sua lágrima seja pedra
que a sua perda seja o tempo
e a sua sina, a espera.

Desejo que o seu foco seja cego
que o vazio seja do estômago
que o texto seja em grego
que o seu prazer seja incômodo.

Desejo que o mar seja revolto
que o céu vire tempestade
que aparente mais idade
que o teu sono seja pouco.

Desejo-me amor
que não me deu.
Desejo-te a traição
que me escondeu.


Desejo-te tanto
que desejo-te nada.

postado por claudia (12:46 AM) | escreva também (2)

» perde-se (versão nº 3)

Perde-se o emprego
o cartão de crédito
o ônibus
o colar de pérolas
o anel
o trem.
Perde-se o carro na jogatina
a casa na hipoteca
no bar, a queda de braço
perde-se o fôlego e vem o cansaço.

Perde-se tudo
menos o valor.

postado por claudia (12:45 AM) | escreva também (0)

» olliveto, o gato

Isso não é uma montagem, nem um gato empalhado. É o Olliveto em carne, osso, pêlos (tosados pra não morrer de calor) e sua imensa barriga rosa que, sozinha, deve pesar uns 2 quilos dos cinco quilos e meio que vive neste corpo.

Olliveto sentado.jpg

ps.: Juro que o nome nada tem a ver com o Whashington. Por isso os e-mails que recebi pedindo resgate na época do sequestro do publicitário não foram respondidos.

postado por claudia (12:30 AM) | escreva também (1)

April 19, 2005

»

Hoje acordei com uma daquelas paranóias de vida ou morte.
E com uma dor de cabeça forte, localizada do lado direito.
E com o meu testamento todo pensado pelo lado esquerdo.

postado por claudia (10:46 AM) | escreva também (0)

April 18, 2005

» foto da aniversariante de sábado. conforme prometido.

valentina.jpg

postado por claudia ( 7:55 PM) | escreva também (0)

» personnalité

Fui indicada, ou convidada, sei lá, para ser cliente personnalité.
Sendo uma cliente dessas, eu não teria taxas, teria cartão de crédito sem anuidade, atendimento personalizado (mas, enfim, o que é isso na prática?) e outras coisas mais. Resolvi aceitar. Ou arriscar. Fiquei feliz quando avisei a nova gerente que não teria disponibilidade de visitar a agência ou mesmo frequentá-la devido ao meu tempo escasso. Sim, esta explicação foi bem aceita, afinal eu estava me tornando uma personnalité. Depois eu entendi o que era atendimento personalizado ao receber a visita da chiquérrima nova gerente dentro de um vestido roxo, calçando um scarpim preto, exibindo uma maquiagem digna de vendedora de Lâncome e exalando um perfume doce (mas não era Angel, senão eu não suportaria conversar com ela por 30 minutos em uma sala pequena e fechada). Ela mostrou conhecimento máximo em aplicações e teve paciência diante das minhas perguntas práticas e diretas demais. Além do conhecimento e da habilidade com as palavras, ela trouxe o kit personnalité: 3 talões de cheques dourados (odeio dourado, mas entendo a necessidade do material ter esta cor), um porta cartões que eu nunca vou usar, um porta talão que eu nunca vou usar e o cartão tão dourado quanto a capa dos talões de cheques. Tudo pronto para eu ser uma cliente especialíssima - até a página do blankline é outra - até que, para a minha surpresa, fiquei de sexta até hoje sem poder tirar dinheiro no banco (talvez por isso, ela tenha trazido 3 talões de cheques cheinhos de folhas douradas). Um cartão bloqueado, outro que não chegou a tempo e não me avisaram, fizeram eu me perguntar se, além de ter que suportar tanto dourado, valia a pena toda a falsa mordomia. Mandei um e-mail para a elegante gerente e, com elegância ela me ligou pedindo desculpas e disse que, o quanto antes, resolveria o problema. Acabo de receber um e-mail com a solução que me pareceu satisfatória: ela está enviando até o meu local de trabalho o tal cartão. Mas ficar de mãos amarradas sexta, sábado e domingo, tendo que emitir cheques de valores baixos ou pedindo dinheiro emprestado, não tem desculpa nem volta.

Enfim, ser personnalité tem seus contras, como tudo na vida.

postado por claudia ( 2:41 PM) | escreva também (0)

April 16, 2005

» aniversário dela

Hoje, exatamente hoje, a minha gata persa, a Valentina, mais conhecida como "Valen" ou "Tucha", está de aniversário. São 5 anos de vida e 4 anos e 9 meses vivendo comigo. E a pobrezinha ganhou de presente uma visita ao veterinário com o bônus de 2 comprimidos dos grandes enfiados goela abaixo. Isso que ela merecia bolo de atum, balão em forma de ratinho e a visita de outros gatos amigos. Ô mãe desnaturada eu...

patas tucha-OK.jpg

aí está uma foto das esticadas patas da Tucha. no próximo post eu mostro outras fotos muito mais bonitas do que esta. ainda tenho que formatá-las pra colocar aqui e a mãe desnaturada não o fez também.

postado por claudia ( 6:39 PM) | escreva também (0)

April 15, 2005

» isso não é sempre um blog

Eu não queria fazer deste lugar um blog. Primeiro: porque, na impossibilidade de atualizar com frequência o meu site, eu queria ter um lugar em que eu pudesse escrever poesias, contos, crônicas e afins na hora que desse na telha ou apenas postar textos mais recentes. Segundo: porque eu posso contar nos dedos os blogs que prestam. As coisas interessantes que as pessoas têm pra escrever sobre as suas vidas são bem escassas. Mas, às vezes (como agora), essa minha decisão é mais fraca do que eu. Porque escrever sobre qualquer coisa, irrelevante ou não e possibilitar que qualquer pessoa leia é uma das mais eficazes terapias. Ao menos pra mim. E o meu psiquiatra que me perdoe. E as minhas novas poesias, crônicas, contos e afins, que me perdoem também.

postado por claudia ( 6:12 PM) | escreva também (0)

April 14, 2005

»

Elegia-OK.jpg

página de Elevador Panorâmico(1990). devo ter escrito esta pérola aos 15 ou 16 anos.

postado por claudia (10:18 PM) | escreva também (0)

» poesia de fim de ano


Ele se acabou e eu o vi
bêbado, quase caindo na sarjeta
segurando uma garrafa verde
quase vazia
e ria da cara dos outros
se gabava das desgraças que trouxe
e das alegrias tão poucas,
bem-vindas.
Mas no fim ele se acabou e eu o vi
estourando a própria cabeça num morteiro
virando um outro homem arteiro
louco para trazer aventuranças
e loucuras
e amantes e amores e vadias
nos próximos 365 dias.

(escrita em 3 de janeiro deste ano)

postado por claudia (10:11 PM) | escreva também (0)

April 13, 2005

»


Tenho uma lista de livros materizalizada para ler. Dois estão ao lado da cama, outros quatro estão no meu armário preferido (pra eu não ficar vendo-os o tempo todo e me mordendo pra devorá-los). O outro está na sala, sempre em exposição, para que eu lembre que eu tenho que devolver a quem me emprestou. O livro se chama O Vermelho e o Negro e tem como dona a louca Karenina.

Os dois ao lado da cama são o famoso Código da Vinci e 25 Mulheres que Estão Fazendo a Literatura Brasileira. No segundo, tem um conto da Claudinha Tajes que eu gostei muito. Tanto que me inspirou a escrever um bem sacana que até já enviei pra ela. Ela elogiou o tal, mas a Claudinha sempre faz isso comigo. Como ela é um amor de amor de pessoa, a dificuldade de dizer que algo está ruim é grande naquele corpinho.
Continuando, um dos que está no armário é o Cem Anos de Solidão (pois é, eu ainda não li e daí?) e os outros três eu não lembro exatamente porque não fico olhando pra eles pra poder me segurar, como já expliquei.

Enfim, os livros ficam ali, me esperando e eu não tenho conseguido dar a atenção merecida a eles. E nem a algumas pessoas. E, às vezes, nem a mim mesma.

(juro que não estou deprimida. juro mesmo)

postado por claudia ( 8:19 PM) | escreva também (0)

»

uma idéia vem fácil e na hora de desenvolver tudo a coisa embola. suores.
aí entra um pit-filé pra amanhã. ansiedade.
aí tu lembras que não fez tudo o que tinha anotado na agenda. desânimo.
aí a gente não sabe o que fazer primeiro. angústia.

e eu ainda acho que tenho tempo de ficar escrevendo aqui. sem noção.

postado por claudia ( 6:15 PM) | escreva também (0)

April 12, 2005

»


•cabelo amarrado
•aroma de limão pela casa
•vinho branco gelado
•metade da roupa tirada (ficam as botas e a camiseta)
•uma das últimas aquisições no DVD


não. isso não é um momento pré ou pós sexo. é apenas eu depois do trabalho, pós dias críticos tomando antibiótico.

ultimas aquisiçoes.jpg

sim. o que está no DVD é Marvin Gaye - show gravado ao vivo na Holanda - 1976.

postado por claudia ( 9:41 PM) | escreva também (0)

» muita coisa

Tenho feito muitas coisas ao mesmo tempo. Tenho trabalhado muito criando de agora pra agora, de hoje pra amanhã, de hoje pra daqui há 5 dias. Tenho levado meu computador pra lá e pra cá. Tenho feito ligações, respondido e-mails, cancelado terapia, tenho solicitado recuperar o dia perdido da terapia. Tenho revisado textos, anúncios e todo o meu site (como já expliquei no post abaixo). Tenho rido muito, me divertido muito, ficado irritada às vezes, me preocupado um pouco.
Tenho trocado a água dos gatos, abastecido o potinho de ração dos gatos e limpado a areia dos gatos. Tenho ido ao médico, ao supermercado, ao banco e ao bankline. Tenho tomado remédios (ou esquecido de tomá-los), almoçado rápido demais e tido a sensação de que os dias estão muito mais curtos. E as noites também. Tenho dormido menos, lido menos, escrito menos (exceto propaganda). Isso porque as muitas coisas em pouco tempo me consomem. Mas me enchem de pequenas satisfações (e isso inclui até a ida ao médico, ao saber que eu não estou tomada de câncer!).

Sim, eu sou paranóica mas, ao menos, não perco o senso de humor
(o que já é uma grande coisa).

postado por claudia (12:24 AM) | escreva também (0)

April 10, 2005

» trabalho, revisões, voluntários para as revisões e mais trabalho.

Passei, praticamente, todo o fim de semana trabalhando. Se não foi para a e21 (a agência que me contratou), foi para a Bendito (a agência de design que eu mais amo desta cidade). Também trabalhei muito para eu mesma, revisando arduamente o conteúdo do meu site que se mostrou, depois de mais de 20 revisões antes de entrar no ar, ainda com erros de envergonhar. Se eu soubesse que seria tão trabalhoso, teria contratado um revisor. Isso, se eu tivesse dinheiro de sobra, claro. Mas como fiz grandes amigos nas últimas semanas, gente prestativa e que achou que eu merecia uma ajuda, pude contar com o Tiago (querido estagiário em redação) e com o Pedro (um dos diretores de arte da minha célula na e21). E acho que com o trabalho destes outros dois cérebros (um tão chato quanto eu e outro com manias de jornalista) não teremos mais erros vergonhosos no claudinhanet.

Pronto, está feito o agradecimento formal.
E tomara que eu não precise deles outra vez. Ao menos para revisar meus erros de digitação.

postado por claudia ( 9:22 PM) | escreva também (1)

April 5, 2005

» jorge (salve jorge, como diria caetano)

Jorge é um artista plástico chileno que eu conheci uma noite, no bar chamado Ossip. Noite produtiva aquela. Não que tenhamos produzido alguma coisa naquela noite mas, se não fosse ela eu não teria escrito tanto depois, adorado receber seus e-mails com obras de arte maravilhosas com um pouco de nós e termos feito acontecer tantos projetos que saíram do papel, mas que ainda não foram a público. Mas sabemos que é só uma questão de tempo.


eu e jorge.jpg

Acima, uma de suas visitas ao Brasil, mais especificamente a Porto Alegre, mais especificamente ainda, na minha casa.

postado por claudia (11:11 PM) | escreva também (0)

» verbos


Desarmar
desmaiar
desanimar
desamar.

Desfrutar
descrever
desnudar
desmatar.

Definir
decidir
desiludir
desconfiar.

Desmontar
descobrir
desmentir
no amor, descontar.

Reanimar.

postado por claudia ( 7:44 PM) | escreva também (0)

April 4, 2005

» escrevo

Eu não sou louca de ficar atualizando a cada meia hora o meu site com novos textos. Por isso existe este lugar aqui, onde eu vou escrever (quase) sempre.
Um dia ele vai ser blog (inevitável), outro dia pode ser uma gaveta que guarda uma poesia nova ou nem tanto ou uma letra inacabada. Ou mesmo uma gaveta de onde sai um conto ou um trecho de um outro romance que ainda nem escrevi.

Bem, sem mais o que escrever agora, dou lugar a algumas poesias que brincam com as palavras e que estavam em uma outra gaveta. Sim, são várias as gavetas. E, meu Deus, como é difícil organizar tudo quando a gente vive cuspindo algumas linhas, assim, do nada, a qualquer hora!

CANSO DO CASO
Se eu te canso tanto
e te crio caso
eu descanso.
Porque esse caso
não é encanto.
E o descaso é só
porque não caso:
o que te cansa
pelos cantos.


DEUS NÃO ESTÁ
Deus não está em mim
e eu não conheço Deus.
Se Deus fala comigo eu digo:
adeus.
A deusa que está
não vem de Deus.
Mas a Deus dará.


SONHO QUE SONHO
Me assanho no sonho
e sonho assanhada
um sonho medonho.

Assassina.


(IN)DECISÕES
Indecisões decididas:
decido indecididamente
o decidir que não se decide
na decida
da indecisão.


FODENDO
Fofocas fofas
entre meninas balofas
fodendo afofadas
no fofo das almofadas.


TRAVESSIA
Um travesseiro travesso
atravessa o espaço
e derruba a travessa
atravessada
de tanta travessura.

postado por claudia ( 9:37 PM) | escreva também (0)

April 1, 2005

» o site

Eu sempre pensava em fazê-lo, mas me perguntava: “pra quê?”. Mesmo sem saber responder a pergunta, eu escrevi para a Carmela e perguntei quanto sairia o trabalho. Ela deu o preço e eu fiquei assustada-frustada-triste, mas não cancelei de cara a idéia. Mas eu não podia dizer “faz”, simplesmente. Eu precisava ver as perspectivas de grana e se a possibilidade de eu não poder pagar seria, mesmo, remota. Mesmo assim eu comecei a enviar textos, fotografias, trechos dos meus projetos, música, poesia. Tudo para o e-mail dela, para o caso de eu fechar contrato e assim ela estaria com todo briefing (que nunca foi escrito). E do outro lado do e-mail vinham exclamações. E cada vez que elas chegavam eu achava o preço até que razoável. E quando eu resolvi ver o portfólio todinho dela, pensei que o preço era mais do que justo ou baratinho, até. Aí eu disse: “faz”. Claro que antes disso eu tinha visto as minhas aplicações bancárias e dei uma olhadinha para frente e vi trabalho me chamando. Cada vez mais trabalho. E dos bons. E cada vez mais a Carmela mostrava trabalhos dela. E dos bons. Não vou dizer que a coisa engrenou de primeira porque criar a cara de alguém para o mundo virtual não é tão simples quanto se imagina. Ainda mais com uma cliente dessas que tem dúvidas, que não sabe, que fica indecisa, que é uma chata. Sim, uma chata. Mas ficou tudo lindo. 1. porque a Carmela é competente. 2. porque a Carmela tem uma santa paciência. 3.porque a Carmela faz de novo e de novo. 4.e, talvez, porque eu seja chata mesmo. Agora, você há de concordar que ficou bonito. sem falar nas palavras exageradas do Fábio abrindo a minha casa virtual. Pensei duzentas vezes antes de decidir colocar o tal texto lá. É que eu morro de vergonha de receber elogios (e sempre duvido deles), mas também não poderia fazer a desfeita. Tenho intimidade com ele, mas o maior respeito também. Assim como com a Carmela que eu nunca tive que xingar (ao contrário do quanto já xinguei o Fábio) porque, 5. a Carmela tem uma mais do que santa paciência. 6. e o Fábio…pô, o Fábio até já se ajoelhou no meio da rua em frente a minha casa quando eu tinha uns 13 anos só pra ler as minhas poesias secretas. Eu eu tive que ceder falando uma 1/2 dúzia de palavrões. Tudo com o maior respeito, óbvio.

[sim, hoje é dia 1º de abril e o meu site, como você já viu, é de verdade. vai uma champagne pra comemorar?]

postado por claudia ( 7:52 PM) | escreva também (1)